Uma História dos Piratas de Nassau: A Era de Ouro
A Era de Ouro da Pirataria em Nassau
Aventuras em alto mar, tesouros e saques, grandes frotas piratas e lendas piratas ainda mais grandiosas. Não, não se trata de um romance de aventura nem do enredo do mais recente sucesso de bilheteria de Hollywood, mas da história de muitos dos piratas reais que dominaram os mares do Caribe a partir de Nassau, nas Bahamas.
A Era de Ouro da Pirataria se estendeu por quase um século, considerada por muitos como tendo durado de 1650 até o final da década de 1720. Mas, para os Pirates of Nassau, a Era de Ouro atingiu seu auge por volta da virada do século XVIII. Continue lendo para conhecer histórias reais dos piratas mais temíveis e ávidos por saques do mar e descobrir o que levou a Era de Ouro da pirataria em Nassau ao seu fim definitivo.
O Início
O legado de Henry Avery
Muitos acreditam que a Era de Ouro da Pirataria tenha começado com Henry Avery, um famoso pirata que saqueou cerca de US$ 100.000 em riquezas após capturar muitos navios no Oceano Índico. As batalhas entre os navios mercantes e o navio de Avery, o “The Fancy”, foram tão sangrentas que ele estava no topo das listas de procurados em todo o mundo. Ele buscou refúgio em Nassau em 1696, mas soube que a Companhia das Índias Orientais havia localizado-o nas The Bahamas. Assim que foi avisado, Henry Avery fugiu e nunca mais foi visto nem deu notícias. As histórias sobre o sucesso de Avery e sua fuga da captura inspiraram uma geração de piratas e deram início ao apogeu da pirataria nas The Bahamas — o que ficaria conhecido como a Era de Ouro da Pirataria.
A República dos Piratas
A Ascensão de Benjamin Hornigold
Ninguém sabe ao certo de onde Benjamin Hornigold era, mas acredita-se que sua vida como pirata tenha começado em 1713, quando ele se estabeleceu nos portos protegidos de Nassau, nas The Bahamas, e passou a atacar navios mercantes espanhóis, ganhando notoriedade — e fortuna — rapidamente nos anos seguintes. Foi Hornigold quem declarou Nassau uma República dos Piratas. Na época, havia cerca de 100 moradores locais na cidade portuária e aproximadamente 1.000 piratas, e dezenas de ilhotas isoladas ao redor proporcionavam a base perfeita para os piratas que buscavam saquear o Caribe.
A bordo de seu navio, o “The Ranger” — um dos navios mais fortemente armados a navegar pela região —, Hornigold atacou dezenas e dezenas de navios que navegavam pelas águas das Bahamas, mas, curiosamente, nunca houve relatos de que ele tivesse atacado um único navio que arvorasse a bandeira britânica.
A transformação de Edward Teach
As histórias do sucesso de Henry Avery no mar e de seu misterioso desaparecimento despertaram a imaginação de jovens de todo o mundo que buscavam mudar sua sorte. Um jovem britânico chamado Edward Teach ficou fascinado e inspirado pelas aventuras, pela má fama e pelo mistério de Avery. Ansioso por mudar sua sorte, Teach partiu para Nassau em 1716. Ele se alistou na tripulação pirata de Benjamin Hornigold e passou a fazer parte da crescente população de Nassau, a “República dos Piratas”.
Hornigold nomeou Edward Teach comandante de um de seus navios e, juntos, os dois piratas formaram uma frota pirata com uma tripulação de mais de 400 pessoas, liderada pela fragata de 40 canhões sob o comando de Teach — a Queen Anne’s Revenge. Foi durante esse período que Teach se tornaria conhecido como um dos piratas mais famosos que a história já conheceu: Barba Negra.
O Fim da Era de Ouro
O Perdão do Rei
Em 1717, Hornigold, Barba Negra e o restante dos Pirates of Nassau dominavam as águas do Caribe, causando estragos em navios de carga e acumulando grandes fortunas. Mal sabiam eles que o fim da vida pirata estava próximo.
Em 5 de setembro de 1717, o rei George I emitiu a “Proclamação para a Supressão dos Piratas” — o perdão do rei. A Coroa Britânica estava disposta a conceder clemência a qualquer pirata que se rendesse a um governador das colônias até 5 de setembro de 1718. Centenas de piratas que acreditavam que seriam criminosos e fugitivos até a morte ficaram, de repente, livres para retornar à sociedade. A oferta era simplesmente boa demais para muitos deixarem passar. Até mesmo Benjamin Hornigold aceitou o Perdão do Rei e passou seus últimos anos caçando piratas em nome da Grã-Bretanha.
O governador
Em 6 de janeiro de 1718, o capitão britânico Woodes Rogers foi nomeado Capitão-Geral e Governador-Chefe de Nassau, encerrando efetivamente seu período como República Pirata. Muitos dos piratas que viviam em Nassau na época aceitaram o perdão do rei, e Rogers começou a reconstruir os fortes de Nassau e a restaurar a ordem na cidade. Seu governo, no entanto, não foi fácil, já que piratas como Barba Negra e Charles Vane lutaram para manter seu domínio sobre a ilha. Rogers chegou até a deixar o cargo de governador e retornar à Inglaterra por um tempo, mas acabou voltando a Nassau, onde governou novamente e viveu até sua morte, em 1732, bem depois do fim da Era de Ouro da pirataria.
Hoje, em Nassau Paradise Island, você ainda encontra vestígios da pirataria que dominava os mares e as costas das Bahamas, desde antigos naufrágios até fortes históricos e estátuas em homenagem aos grandes homens da época. Viaje no tempo até a Era de Ouro dos Piratas com um roteiro de férias com tema pirata, repleto de diversão para toda a família!